sexta-feira, 29 de julho de 2011

Esfriei e Desviei


ESFRIEI E DESVIEI


Para os que acham que eu esfriei. Sim! Esfriei e me desviei, assumo minha total responsabilidade.

Dediquei toda minha adolescência e juventude renunciando tudo que estava relacionado ao “mundo” que me apresentaram como “pagão”. Adotei posturas “Cristão-Islã” com apenas 16 anos de idade acreditando ser este o caminho para tal “santidade” que me ensinaram.

Fiz tudo que me mandaram: Troquei minhas roupas de marca que representava minha juventude para vestes sociais. Ou seja, me ataviei;

Troquei amigos “ímpios” por amigos evangélicos, apesar de que meus amigos ímpios eram mais amigos, parceiros e cúmplices do os que me chamavam de irmão na igreja e não passavam de hipócritas, egoístas e falsos;

Parei de sair na “night”, consumir bebidas alcoólicas ainda que fossem com moderação, parei de frequentar os bailes e os lugares sociáveis; entretanto, passava as madrugadas nas vigílias aonde o que mais se via era um culto ao homem e seus supostos dons do que uma madrugada na presença de Cristo e no que Ele representa.

Deixei de falar gírias “mundanas” para apenas usar as gírias e clichês evangélicos; como bênção, varão, varoa, mizeriqueima, mizericredo, manto, terra, e etc...

Parei de namorar as garotas do “mundo” para apenas me relacionar com as “santinhas”; sendo que, algumas “santinhas” eram mais promíscuas que as consideradas do “mundo”. Quando encontrei a certa, namorei apenas 2 anos e logo me casei dentro dos padrões religiosos. Ou seja, sexo, apenas depois do casamento.

Dei palestras para jovens sobre namoro, noivado e casamento porque era exatamente o exemplo de fidelidade a Deus na área; Troquei a oportunidade de fazer uma faculdade de Administração na área que atuava em uma empresa para fazer e concluir o seminário. Depois de formado, dei aula na EBD, fui líder de jovens, palestrei e preguei o Evangelho.

Tinha meu emprego secular e dentro da igreja eu era líder de jovens, superintendente e professor de EBD, secretário, dirigente do culto de libertação, dirigente da mini-vigília até que cheguei a abandonar este bom emprego para pastorear e viver da “fé”.

Nessa nova chamada, pregava todos os dias. Minha mente tornou-se uma fábrica em criar sermão. Muitas pessoas endemoninhadas foram libertas, casamentos destruídos foram restaurados. Alcoólatras e drogados se tornarem líder e pregadores do Evangelho. Passei dias em orações e jejuns por diversas causas impossíveis. Aconselhei pessoas dos mais diversos tipos de problemas e não tinha hora para isso. Manhã, tarde, noite ou madrugada. Afinal, pastor não pode ter tempo para ele e nem para a sua família.

Passei por uma crise financeira, vivia apenas da fé e recebia da igreja apenas uma ajuda de custo que apenas ajudava a pagar o meu aluguel. Vi pessoas que eu ajudei, estendi a mão a não olharem nem mais para a minha cara. Enfim, passei por todos os distúrbios e depressões que um pastor passa. Com um detalhe: Sem nunca abrir mão da minha convicção no evangelho simples de Cristo. Sem nunca manipular ou fazer barganhas.

Aí pergunto, aonde foi que eu errei?

Errei porque troquei uma vida de vícios, baladas, namoros e dediquei metade da minha vida em cima dos púlpitos pregando a Palavra com sinceridade, honestidade e muito caráter? Errei porque não joguei no time da banda podre que se esconde por trás do véu de suas Instituições?

Errei porque nunca admiti que se fizessem barganhas com Deus, pregava contra a teologia da prosperidade e acreditava de todo coração que existia cura para o câncer que muitas igrejas evangélicas se tornaram hoje?

Sendo assim, hoje eu me assumo como desviado. Ora, me desviei de toda hipocrisia religiosa, de todo regime cristão-islâmico. Desviei de viver cercado a tantas regras e dogmas. Desviei de todo exclusivismo besta como se fôssemos a ultima coca cola no deserto da misericórdia divina.

Desviei de todo voto, pacto ou aliança feito em nome de homens, instituições ou campanhas. Desviei de toda doutrina, tradição ou costume que me afaste de meu Senhor Jesus Vivo, Único e Suficiente.

Desviei de todas as liturgias que me impuseram como acesso a Deus. Desviei de toda barganha que fiz com Deus por meio de dízimos, ofertas, campanhas, jejuns e votos.

Desviei de qualquer possibilidade de obter um título que seja apenas eclesiástico. Desviei de todo conhecimento teológico apenas para o conhecimento único e simples dos Evangelhos.

Assim, me assumo como desviado. E agora me lanço apenas para viver pela fé Nele, por ELE e mais ninguém. Não jogo mais pérolas aos porcos e resolvi deixar que os mortos enterrem seus próprios mortos.

Desviei de todo sistema corrompido, hipócrita, pré-conceituoso para viver apenas em Jesus, por Jesus e para Jesus. Troquei as regras eclesiástica para viver na consciência da Graça D’ele em minha vida.

Desculpe o desabafo. Devo ressaltar que tudo que disse acima tem suas exceções. Existe dentro de toda essa patifaria Institucional muita gente sincera, honesta e discípulas de Cristo. Talvez, não encontramos estes em cima dos púlpitos nem nos ministérios de louvor ou na liderança. Normamente, estes, sentam no último banco e não gostam de obter responsabilidades na igreja, porque o único brilho que eles possuem, vem apenas de Jesus e nada mais. Não precisam de reconhecimento humano, pois são conhecidos desde o ventre por Aquele que os escolheu.

Mas, sejamos sinceros. Quem conhece o lado obscuro do outro lado do véu da Instituição, sabe como tudo aquilo é muito sombrio. Aonde a prioridade é o poder e o nome da Instituição e passam por cima de tudo e de todos quando suas riquezas estão em jogo. Fazem até aliança demoníaca em nome de suas ganâncias e paixão pelo dinheiro.

Enfim, tomei a atitude de não me envolver com essa raça de víbora para que a Luz do Evangelho resplandeça totalmente em mim. Esfriei com toda religiosidade e me desviei para o lado da simplicidade e consciência apenas em Jesus sem intervenção humana.

Desculpe gente, ser feliz e livre hoje em dia me consome muito. Amo a Jesus e sou Dele a todo tempo. Falo de seu amor em qualquer possibilidade que encontrar. Minha vontade em ajudar meu próximo é muito maior que as falsas piedades cristãs quando o intuito na verdade era apenas de “encher” a igreja.

Os que quiserem me apedrejar ou me bombardear com seus julgamentos moralistas que assim o fazem. Na verdade, somos tentados por aquilo que mais rejeitamos. A única coisa que posso fazer é dar um tchauzinho bem de longe e desfrutar da liberdade Nele sem neurose e regras.

Em Cristo que me libertou da prisão à liberdade.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Verdadeira Religião


“Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã. A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo”. Tg.1.26-27: 



Tenho postado aqui neste espaço de diversas formas que a RELIGIÃO é um câncer no mundo. Responsável pelas maiores atrocidades mundial. E, infelizmente, a religiosidade encontra-se muito presente nas mais diferentes denominações evangélicas.

Thiago cita "uma religião pura e imaculada". Obviamente, ele não se refere ao termo "religiosidade" de "ser religioso", mas, de religião do termo latim "Re-Ligare", que significa "re-ligação" com o Divino. O que no AT era impossível devido ao declínio espiritual do homem, e foi por Cristo solucionado no Calvário, nos re-ligando com Deus através de seu sacrifício expiatório. Hoje, somos re-ligados com Deus, alcançados por sua Graça (ê como gosto de pronunciar isso hehe).

Quando Thiago fala dessa religião pura, ele dá margens para uma religião que não é pura nem imaculada para com Deus. É a religião vã de quem não refreia sua língua e engana-se em seu coração. E quanta a verdadeira religião? Ele dá uma dica, esta se propõe a "Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo".

E o que Thiago quer dizer com isso? A verdadeira religião (de religados com Deus) não consiste apenas em muito falar, debater, protestar, brigar, mais daqueles que tem dentro de si uma fome gigantesca em ajudar o seu próximo. Este guarda-se isento da corrupção do mundo.

E que corrupção seria esta? A história da Igreja de Cristo registrado em Atos, quando esta era apenas formada por homens e mulheres centradas nos ensinamentos de Cristo, sem ser uma Instituição, crescia a cada dia ao ponto dos mais ricos venderem suas propriedades para os mais pobres, e, assim, não existir entre a comunidade dos cristãos um necessitado qualquer.

O que vemos hoje? Os necessitados venderem suas propriedades para repartir (dar na cara dura) para a Comunidade. E, assim, não existir pastores, bispos, apóstolos com necessidades alguma. Afinal, digno é o obreiro do seu salário, carros, mansões, aviões e etc.

Algumas comunidades com receio de perder seus fiéis, já que as máscaras manipuláveis estão a cada dia a cair de seus líderes, visto que, há uma grande quantidade de pessoas que estão menos-manipuláveis, então mudando a palavra dizimar para "semear". Sim, Paulo disse o que semeia pouco, pouco ceifará, mais o que semeia muito, muito colherá. Se você der pouco, colherá pouco, se você der muito, colherá muito. Mais dar para quem?

O contexto de 2ª Coríntios 9 refere-se aos necessitados de Jerusalém. As ofertas eram depositadas aos pés dos Apóstolos que logo eram direcionadas a ajudar os necessitados. E não construir impérios e fortalezas em nome do poder denominacional. Porque departamentos como de Missões são sempre os menos importantes? Não será porque este departamento não traz lucro algum para a Instituição?

A verdadeira religião consiste exatamente nisso: De ajudar o seu próximo em suas necessidades. A verdadeira religião não é conhecida pela sua história e dogmas, mais sim pela sua presente caridade. "Vai vende tudo o que tens e reparta com os mais pobres".

Talvez, a religião pura e imaculada de Thiago esteja fora de moda. Os mercenários da fé nos acham bobos (para não dizer otários), pois um Evangelho que é centrado numa renúncia própria em ajudar seu próximo, não conquiste em nós uma intensa prosperidade. Já que a prosperidade obtida pelo suor do nosso rosto não alcancem os milhões, bilhões e trilhões que a teologia da prosperidade obtém.

Nessas horas, lembro de uma canção antiga do Engenheiros do Hawai chamada: Don Quixote, no qual, me atrevo a deixar a letra para vosso conhecimento:

Muito prazer, meu nome é otário

Vindo de outros tempos mas sempre no horário

Peixe fora d'água, borboletas no aquário

Muito prazer, meu nome é otário

Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro

Aerodinâmica num tanque de guerra,

Vaidades que a terra um dia há de comer.

"Ás" de Espadas fora do baralho

Grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário

Por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser

Que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem, seja o que for

Seja por amor às causas perdidas

Por amor às causas perdidas

Tudo bem... Até pode ser

Que os dragões sejam moinhos de vento

Muito prazer... Ao seu dispor

Se for por amor às causas perdidas

Por amor às causas perdidas


terça-feira, 10 de maio de 2011

União Homo Afetiva e o Pavor Evangélico


Eu sou totalmente cônscio de que o tema proposto é de uma polêmica muito grande. Sendo que polêmica existe exatamente porque a "crentalhada" escolheu a homossexualidade como o principal pecado a ser combatido, e o resultado disso, são essas guerrinhas desnecessárias em nome de uma falsa fé.


Em primeiro lugar, não preciso me convencer de que a Bíblia condena à prática homossexual, assim como condena a gula, a fofoca, a mentira, o roubo, a cobiça, a maledicência, o adultério, e, partindo por este pressuposto, todos, disse, TODOS, estaríamos perdidos se a Graça de Jesus não nos alcançassem. 


Alguém diz: Deus ama o pecador, mais odeia a o pecado. Ou poderiam dizer: Deus ama o homossexual, mais odeia o homossexualismo. Sendo assim, eu aprendi com este Deus a amar os homossexuais, e quanto a odiar o homossexualismo, isso não cabe a mim a partir do momento que eu não tenho poder de salvar ninguém, visto que, a salvação não vem de nós, é dom de Deus.


Só que o que vemos hoje em dia são pastores que se dizem "defensores da fé", acirrarem uma briga contra o homossexualismo como se Deus fosse um tirano, ditador e psicopata. E nessa luta desnecessária o que vejo são homossexuais a cada dia mais se afastando das igrejas evangélicas, porque ninguém gosta de está em lugar aonde são tratados como bichos, diferentes, isentos da misericórdia de Deus.


 E não são esses os ensinamentos de Cristo revelado nos Evangelhos. Visto que, as maiores atenções de Jesus e até mesmo seus maiores exemplos de amor, respeito e compaixão, fora exatamente com pessoas excluídas e pecadoras da época, como uma uma mulher adúltera, um cobrador de impostos, uma mulher hemorrágica, e etc.


Depois do casamento real, da beatificação do Papa João Paulo e da morte do Bin Laden, agora, a notícia do momento é que, enfim, o congresso aprovou uma lei homo afetiva entre casais homossexuais.


 Embora o reconhecimento da união homo afetiva permita aos casais homossexuais o direito à herança, à adoção, à pensão alimentícia, a ter um dos companheiros como dependente em seguros, planos de saúde e Previdência Social, além de divisão dos bens em caso de separação, entre tantos outros direitos concedidos à união estável de casais heterossexuais, vale à pena ressaltar que a decisão do STF não reconheceu o casamento homossexual o que eu admito poder acontecer num futuro próximo.


Agora, concorde comigo ou não. Não estou aqui para defender alguma classe nem tampouco seus princípios. Tenho opinião formada ciente de que, se estou errando com Deus, cabe a Ele me julgar naquele dia. Esse alarde que os evangélicos todos fazem em relação a isso tudo, só meu causa náuseas e me mostra o tanto que os mesmos se distanciaram do Caminho de Cristo.


Esse papo de que as crianças que serão adotadas por casais homossexuais terão influências em sua sexualidade é balela. Afinal, as crianças que cresceram homossexuais não eram estas filhas de casais heterossexuais? Partindo por esta lógica o casal heterossexual não deveria então interferir em suas opções sexuais?


Estão com peninha das crianças que serão adotadas? Porque antes dessa lei ser aprovada vocês não foram lá e adotaram essas crianças? Qual o problema? É que casais homossexuais podem dar carinho, respeito e amor a estas crianças que por casais heterossexuais de alguma forma foram abandonadas e até mesmo jogadas no lixo? Ou será que essas crianças foram abandonadas por casais homossexuais?


Ah, querem defender sua fé? A fé é sua e não deles. Já viu Deus obrigar alguém a viver de acordo com os seus princípios? Na história da igreja não está escrito que por tanto tempo a Igreja Católica possuía toda liberdade de culto e os protestantes eram perseguidos por não cumprir esta lei? Não brigamos tanto que um dia esta lei fosse revista e que a liberdade de culto fosse de todos?


O que queremos agora? Impedir a liberdade de outros só para dizermos que defendemos a Deus? Não é Bíblico que o mundo jaz no maligno e que se esperarmos por Cristo somente nesta vida somos os mais miseráveis dos homens? Ora, da mesma forma que não precisa aceitar a fé de ninguém, este também não é obrigado a aceitar a sua fé. 


Quer ganhá-los para Cristo? Aprenda com Jesus que mesmo andando, almoçando, bebendo vinho ao ponto de ser chamado de beberrão, e entrando na casa de pecadores, nunca os descriminou, pelo contrário, os amou. Minha e sua obrigação é amá-los, se Deus vai salvá-los ou não, não cabe a eu saber, nem cabe a eles saberem se serei salvo ou não visto que a salvação pertence tão somente a Deus.


Sei que na minha insignificância eu preciso fazer muito. E sei também que carinho, amor, respeito, compaixão vão além de opções sexuais. Se existem heterossexuais que são altamente promíscuos, porque não vão existir casais homossexuais que são amorosos e respeitosos ao ponto de dar a uma vida todo carinho que alguém, talvez, heterossexual, nunca deu?


Quem sabe você discorde totalmente ou até me julgue por isso. O que eu escrevo, escrevo com consciência em Cristo. E se eu estiver errado, que Ele me julgue. Se estiver certo, que julgue a maioria que preferem viver em desuniões, hipocrisias e preconceitos.


Em Cristo que me amou com todos os meus erros, e, me amando assim, me ensinou a amar outros independentes dos seus.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A morte de Bin Laden e a comemoração dos EUA


Nestes últimos dias algumas notícias ganharam destaques no mundo todo: O casamento real, a beatificação do Papa e a morte de Osama Bin Laden. Este último com um destaque maior em relação ao que isso representa não só para o governo dos EUA, mais para todo mundo.

Ainda na madrugada deste último domingo para segunda (01/05), acompanhando ao vivo pela Globo News o pronunciamento do presidente Barack Obama, uma coisa me chamou atenção: Uma multidão saiu para as ruas, com bandeiras nas mãos e foram comemorar a morte de seu maior algoz: Osama Bin Laden.

É claro que uma sensação de alívio tomou conta de todos nós naquele momento. Afinal, lembro-me perfeitamente da manhã daquele 11/09/2001, trabalhando no Almoxarifado de uma antiga empresa, quando fomos noticiados pela barbárie cometida ao povo Americano. Nós choramos, lamentamos pelas vidas que se foram, intercedemos pelos familiares e ficamos com sede de justiça. Um crime deste nível não pode ficar impune.

Só que quase 10 anos após tudo isso, algo me veio à mente: Meu Deus estamos mesmo comemorando a morte de alguém?! Logo, pensei: Que pensamento hipócrita, se tivesse algum parente ou amigo morto naquele dia também teria esta mesma sensação de vitória e comemoraria com todas as minhas forças a morte deste infeliz!

Mas, sei lá. Devo mesmo ser um extra-terreste nesta sociedade que vivemos hoje em dia porque eu não consigo aceitar a hipótese que violência deve ser combatida com a violência. E qual o resultado disso? O temor de que seu povo representado pela AlQaeda  se vingue agora dos EUA usando o quê? A violência!

É, vivemos momentos que amor se esfriou realmente e a violência desenfreada virou motivo de comemorações. Por isso Cristo não era desse mundo quando disse para amarmos até mesmo nossos inimigos. Desculpem gente. Prezo pela justiça, choro com os que choram sem hipocrisia, mais não consigo conciliar a idéia de que a violência é a melhor resposta. Talvez eu seja hipócrita, ou quem sabe, um extraterrestre mesmo.

Em Cristo que chama a vida de existência e a morte de vida.

sábado, 30 de abril de 2011

O Valor De Uma Verdadeira Amizade


1ª Timóteo 4:1-13
"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que näo suportaräo a sä doutrina; mas, tendo comichäo nos ouvidos, amontoaräo para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviaräo os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as afliçöes, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. Porque eu já estou sendo oferecido por aspersäo de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e näo somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. Procura vir ter comigo depressa, Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalónica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia. Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério. Também enviei Tíquico a Éfeso. Quando vieres, traze a capa que deixei em Tróade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos."

Lá para meados de 2006, convidado para pregar em um congresso de avivamento de uma determinada igreja evangélica, esbocei um sermão que tinha por tema: "Demas ou Lucas, que tipo de amigos somos de Paulo?


Talvez não fosse o tipo de sermão adequado na concepção daquela liderança naquele evento, já que falar sobre caráter transformado, não gera certos sensacionalismos em um congresso que tinham uma roupagem de “avivamento”. O povo prefere ouvir mensagens sobre vitórias, triunfos, prosperidade e etc.

Sendo que minha intenção naquele momento não era ser um sensacionalista, como costumava ser quando era convidado para pregar em tais congressos. Passava por um momento que as máscaras de falsos irmãos, que insistiam em me chamar de “amigo”, começavam a cair de suas faces de falsas ovelhas, para se revelarem como “inimigos do evangelho”. 

Então, vivendo esse momento de solidão ministerial, resolvi pregar sobre o valor da comunhão e amizade no meio cristão, o que é muito existente na teoria, principalmente em dia de Ceia, mais que na prática, foge totalmente da realidade.

Afinal, que tipo de caráter temos? Com o de Demas ou com o de Lucas?

As poucas informações que temos sobre Demas já podem caracterizar seu caráter. Veja que em Colossenses ele é revelado como alguém íntimo de Paulo. Já na segunda epístola escrita por Paulo ao jovem Timóteo, Demas é revelado como alguém que o abandonara amando o presente século no momento que o grande apóstolo mais solicitava de sua presença ao seu lado.

Demas é do tipo que enquanto você estiver no auge de seu chamado, enfrentando demônios, bestas feras, abismo, náufragos, prisões, açoites, fome, frio, nudez, perigos diversos, e chamá-los de “uma leve e momentânea tribulação”, é importante está ao lado de um homem como esse.

Ora, este homem é aquele que foi ao terceiro céu, e que dizia que todas as tribulações deste tempo presente não podiam ser comparadas com a glória que seria revelada a todos nós. Como ficar longe de um homem desses? Isso não é um homem como nós. Deveria entrar na lista de super-heróis. Portador de uma intimidade com o Criador que nenhum outro teve. Sentia prazer nas fraquezas e nas injúrias por amor de Cristo. Ao lado deste santo apóstolo, estarei bem na fita com Deus.

Só que este homem inabalável e aparentemente indestrutível em relação a sua fé, que declarava ter combatido o bom combate, acabado a carreira, mais que permanecia com sua fé intacta, na continuação de sua epístola no capítulo 4 do versículo 9 em diante, meio que, paradoxalmente, demonstra sintomas de depressão como dores, frustrações, traições, desamparos, e implora para que o jovem Timóteo se apresse, pois, apenas Lucas estava com ele naquele momento de dor.

Lucas dispensa comentários nesse momento. Lucas, o amigo fiel. Mas, e Demas? Ah sim, este quando percebeu a humanidade de Paulo em relação as suas dores, preferiu abandoná-lo. Paulo só é interessante enquanto este for inabalável. Enquanto que um Paulo depressivo é melhor se distanciar dele.

Demas, infeliz, Demas! Como estão cheio destes no que chamamos ironicamente de “família cristã”. Ah Lucas, generoso, Lucas! Na alegria e na tristeza, na fama ou na lama, no pódio ou na lona, com dinheiro ou sem dinheiro, o valor de uma verdadeira amizade ultrapassa o que necessariamente temos mais se fortalece naquilo que verdadeiramente somos.

Sinceramente, será que nossa relação com aqueles que chamamos de “irmãos”, se parecem mais com o caráter de Demas ou de Lucas? Será que nos amamos pelo que temos ou nos amamos pelo que somos?  Pois é, este foi o corpo do meu sermão naquele dia. Que dificuldade temos de sermos como Lucas, mais que facilidade temos em sermos tão parecidos com Demas. Convidei a todos a refletirem sobre isso, e, ainda mais, que muito próximo deles, havia sempre um Paulo precisando de um Lucas ao seu lado.

Hoje, vejo que a presença de Lucas é indispensável. Mais se Timóteo se apressar e trazer ainda João Marcos consigo, será muito melhor. Naquela masmorra gelada, Paulo pediu para trazer a capa que havia deixado na casa de Carpo, pois, somando ao calor humano, será totalmente de grande utilidade. E pediu também para não se esquecer dos livros e principalmente dos pergaminhos para ocupar sua mente e não permitir que o diabo trabalhasse nela.

Assim a gente fica sabendo que o homem que não tinha medo da morte, que não fugia da raia, que encarava tudo e todos, também entravam em depressão. Também ficava tomado pelo tédio. Que precisa de seus livros e pergaminhos para entretenimento mental e não ficar surtado. Que demonstrava tão íntimo do Senhor, precisa radicalmente de amigos.

Sim, amigos leitores. Penso, hoje, que a presença de um Lucas, Timóteo e João Marcos, às vezes, superam toda uma campanha de oração com dezenas de pessoas colocando a mão na sua cabeça apenas para cumprir um ritual que nada difere das rezas dos católicos.

Basta um, bastam dois, bastam três, basta um toque, basta um afago, basta uma capa quente, basta um sorriso, basta uma chegada, basta à lembrança. Não há nenhum segredo, é só encontro, é só trazer, é só a prática, é só vir, é só abraçar, é só dizer: eu to contigo até o fim! Não importa qual seja o fim, eu estou aqui!

Por favor, de todo o meu coração. Palavra de quem foi abandonado por tantos Demas nesta vida. APRENDA a ver a graça de Deus nesses gestos singelos, porque no final de tudo, é isso que vai prevalecer, quando Jesus disser:

“Vinde benditos de meu Pai ... porque Paulo teve fome, e tu lhe deste de comer, Paulo teve sede, e tu lhe deste de beber, Paulo esteve nu, e tu trouxesse a capa de Trôade, Paulo esteve preso, e tu foste visitá-lo, Paulo era estrangeiro em Roma, mas tu não tiveste nenhuma vergonha de dizer: eu estou com ele”

“Por que quem der um copo de água a um desses meus pequeninos irmãos, a mim me dá. Por que quem recebe a mim, recebe a meu pai, e quem recebe aquele me enviou, a mim recebe. E qualquer um que der um copo de água a um desses pequeninos, a mim mo dá. E quem acolhe um profeta como profeta de Deus, esse mesmo receberá galardão de profeta”.

Isso é ser alcançado pela Graça. Esse é o segredo de Cristo quando disse onde estiver dois ou três em seu nome, Ele estaria conosco. Por mais que a Instituição Evangélica esteja se distanciando do verdadeiro significado do Evangelho de Cristo, Deus sempre vai permitir que companhias como a de Lucas, Timóteo e João Marcos estejam contigo valorizando a verdadeira essência da simplicidade de Cristo: AMANDO-NOS UNS AOS OUTROS.

Apenas 3 amigos sinceros, superam uma multidão de religiosos e suas falsas promessas de amor ao próximo. Uma capa que me aqueça no inverno, supera toda campanha e correntes de orações que eu me atrevo a chamá-las de desnecessárias. Prefiro uma excelente leitura bíblica acompanhado de um bom livro que ocupem minha mente naquilo que me dê esperança, do que centenas de mensagens sobre prosperidade, riquezas, e todo sensacionalismo que envolvem tais mensagens.

Enfim, de alguma forma, agradeço por cada Demas que um dia esteve do meu lado, vocês serviram como medidor para que as verdadeiras amizades permanecessem. E a cada Lucas, Timóteo e João Marcos que mesmo sendo a minoria, valorizaram o verdadeiro sentido de amizade, confesso que nossa amizade com a de Deus, seremos sempre a maioria.

Que Deus abençoe a todos (Demas, Lucas, João Marcos e Timóteos da vida).

Em Cristo que permitiu que o joio crescesse junto com o trigo, para que na grande colheita, o trigo fosse recolhido para o seu grande Celeiro.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Não dêem pérolas aos porcos


Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão."
Mateus 7:6

O que Cristo quis dizer em relação a não darmos pérolas aos porcos? "Dar pérolas aos porcos", segundo o wikcionário (dicionário universal de conteúdo livre), significa dar algo de valor a quem não o aprecia ou compreende.

O próprio Mestre alertou os discípulos de que não deveriam insistir com certas pessoas que rejeitam o Evangelho (Mt 10:14-15). Jesus também teve ocasião de condenar alguns grupos inteiros (Mt 15:14; 16:6). Paulo, eventualmente, abandonou seus esforços com grupos que insistiam em rejeitar o Evangelho (At 13:46; 18:6).

Jesus tinha um tratamento diferente quando quem cruzava o seu caminho eram os fariseus e doutores da lei. Com estes, o mestre não pronunciava palavras de amor e perdão, mas, palavras duras de repreensões que se fossem traduzidas para os dias de hoje, certamente os puritanos altamente se escandalizariam. Se bem que, estes puritanos (fariseus) da época, se escandalizaram ao ponto de chamar Jesus de amigo de pecadores e beberrão.

Cheguei a conclusão de que não adianta dar pérolas aos porcos, eles jamais aceitarão. Meu maior erro, foi acreditar que um dia, talvez, eles permitiriam que a palavra da cruz fosse o poder de Deus para suas vidas e contrariei o conselho de Paulo que disse que para estes " é loucura".

Perdi muito tempo com isso, criei traumas que ficarão cicatrizadas pelo resto da minha vida, e até deixei de viver por este tempo apenas vivendo a vida de quem não aceitaria tais pérolas. Hoje, me abstenho apenas de pregar o evangelho com a minha vida e usando ferramentas como esta. Com os fariseus, eu não tenho mais pérolas para oferecerem, e sim, uma dose de repreensões e conselhos de se converterem de fato ao evangelho.

Antes de encerrar este artigo, gostaria de compartilhar uma reflexão sobre a lição da ostra que circula pela web com autoria desconhecida, porém, de conteúdo belíssimo:

"Uma ostra que não foi ferida não produzpérolas."


Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.


Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.


Como isso tem a ver com o evangelho? A maior pérola (riqueza) produzida por Cristo, foi diante de sua maior dor: "A crucificação", que era a forma mais horrível e vergonhosa de humilhação para um homem. Com isso, as maiores pérolas que produzimos com consciência no evangelho, vem em meio as dores, perseguições, injúrias e desafetos.
Nosso maior erro, é oferecer essas pérolas produzidas com dores, aos porcos que jamais se importarão com o que você sofre por amor de Cristo. Que me perdoem as manadas, mais decidi oferecer as mais belas pérolas somente para aqueles que estão dispostos a viverem a Graça com a liberdade que ela nos proporciona.
Se quem anda com porco, farelo come... não tenho aptidão e nem estômago para saborear seus venenos recheados a hipocrisia e pré(conceitos). Faço parte da minoria que alimentam-se diretamente do Pão da Vida sem precisar ir a padaria (Quem lê, entenda). rs.

Em Cristo que não vivendo mais eu, permito que ELE viva em mim.

domingo, 13 de março de 2011

Existe explicação para o sofrimento?


“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos o perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” João 9:1-2

Existe explicação para o sofrimento? Talvez seja essa a indagação de todo ser humano. Freqüentemente, ouço ateus elaborarem perguntas prontas, como: Se Deus é justo, porque existem tantas injustiças no mundo? Se Deus é amor, porque existe tanto ódio entre as suas criaturas? Se Deus é Paz, como explicar tantas guerras? Se Deus prometeu uma vida eterna sem injustiças, ódios e guerras, porque seus filhos passam por tantos sofrimentos?

Aí entram aquelas respostas prontas de todo cristão com suas teologias e bláblás elaborados. A verdade é que muitos cristãos que não conhecem o plano de Deus para humanidade, apenas aquelas informações básica do pacote religioso, no fundo acabam tendo as mesmas indagações dos ateus, eles apenas não confessam diretamente. Em todos estes anos lidando, aconselhando, ensinando, pregando, palestrando a tantos tipos de pessoas diferentes, sei perfeitamente o número expressivo de pessoas que não sabem explicar esta pergunta, e que no fundo, no fundo, também são decepcionadas de certa forma com Deus por não entendê-las. Elas não demonstram isso abertamente, mais seus corações são recheados de decepções e frustrações com Deus.

Como explicar o sofrimento? A única pessoa que um dia passou por esta terra que tinha a resposta para tal pergunta, ignorou a mesma e não deu uma resposta concreta. Sim, eu falo de Cristo. Se o próprio Mestre não teve nenhuma preocupação em explicar tal indagação, o que dizer de nós? Não conheço nenhuma teologia do sofrimento, nem tampouco, doutores e mestres nesta área.

Quando os discípulos estavam na presença daquele cego de nascença do capítulo 9 de João, acredito que existia no coração dos discípulos, a certeza de que Jesus daria a resposta certa para tal questionamento. “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” Ah, se essa pergunta fosse feita para os nossos doutores em teologia, certamente eles rodariam de gênesis a apocalipse e, se preciso fosse, tirariam até do alcorão tal resposta. Mais a resposta de Cristo, foi: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”

Que decepção! Ficaram sem resposta, afinal, como assim ele não pecou, nem seus pais, se todos pecaram e destituídos foram da Glória de Deus? Ora, não era a resposta que se esperava, sabe por quê? Porque de gênesis a apocalipse (nem no alcorão), você vai encontrar o Altíssimo explicar o sofrimento humano. Ele ( sofrimento) apenas existe para que sejam manifestadas as obras de Deus. Não foi o próprio Cristo que disse que quem quisesse ganhar a sua vida deveria perdê-la? Não foi Ele que nos convidou a renunciar a nós mesmos e carregar a nossa cruz? Não foi o próprio que disse que o céu é ganho a força?

Se desejo está aonde Cristo reina, como questionar o caminho que ele nos deixou para percorrer? Ora, a porta é estreita e apertado o caminho. Mais se é por ela que eu desejo entrar, que assim seja. Não tenho que questionar, apenas seguir com minha fé ciente de que as provações desse tempo presente não são para comparar com a glória em que nós há de ser revelada. Isso são palavras de quem esteve lá, viu o que olhos nunca viram, ouviu o que ouvidos nunca ouviram, e nos garantiu que vai valer à pena. Responda-me, ainda vou questionar a Deus o meu sofrimento?

Sabe por que existem tantas pessoas frustradas nesse mundo cristão? Porque estão comprando o peixe errado. Estão vendendo um evangelho que não é o Evangelho de Cristo. Ora, esse Evangelho que por Cristo fora anunciado não se vende. É dado de graça pela Graça. E a partir do momento que vende outro evangelho cercado de prosperidades financeiras, cheio de facilidades para obter vitórias, é que quando as máscaras caem, vêm às decepções e traumas que demorarão a cicatrizarem. E em alguns casos, a culpa recai até sobre Deus, e assim, o ateísmo apenas cresce.

No livro de Jó, temos 38 capítulos com o patriarca repetindo a mesma pergunta: Porque estou sofrendo? Ele não tinha a resposta, seus amigos não tinham a resposta, e sua mulher, tampouco. E quando Deus aparece no capítulo 38, encontramos as respostas? Não! Apenas mais e mais perguntas como forma de respostas. Tudo o que Deus respondeu se resumiu em apenas uma coisa: Não tente entender o que não está limitado ao seu conhecimento.

Jó eu sou de cima, e você, de baixo. Eu sou divino, e você, mortal. A única esperança revelada no livro de Jó foi à de que o Redentor um dia se levantaria sobre a terra. Jesus não trouxe a resposta necessária, mais encheu-nos de alegria e esperança quando nos falou do céu mesmo citando que o mesmo seria conquistado à força. Disse que como ele, teríamos aflições, mais venceríamos como ele venceu. Paulo sofreu as aflições, esteve lá no céu, e garantiu: Vale à pena, as aflições de hoje não se compara com a glória que nos espera lá. O negócio é tão maravilhoso que o mesmo chegou a confessar que sentia prazer nas fraquezas por amor de Cristo, e chamou as chibatadas, açoites, náufragos, bestas feras, abismos, prisões e falsos irmãos de “leve e momentânea tribulação”

Graças a Deus pelos sofrimentos. Mesmo que não entenda porque eu os sofro, sei que tudo isso apenas coopera para o meu bem. Como disse certa vez Charles C. Spurgeon: "Eu não ousaria usar uma coroa de ouro na terra onde o meu Senhor usou uma coroa de espinhos".

 Enquanto muitos lutam para terem a glória de José, eu me sinto honrado em carregar a cruz de Cristo. Sofrer as tribulações que Cristo sofreu, é uma honra para poucos. Ele mesmo disse: "Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês"

Em Cristo que nos deu a honra de sermos participantes de suas aflições e, automaticamente, herdeiros de suas conquistas.