quarta-feira, 4 de maio de 2011

A morte de Bin Laden e a comemoração dos EUA


Nestes últimos dias algumas notícias ganharam destaques no mundo todo: O casamento real, a beatificação do Papa e a morte de Osama Bin Laden. Este último com um destaque maior em relação ao que isso representa não só para o governo dos EUA, mais para todo mundo.

Ainda na madrugada deste último domingo para segunda (01/05), acompanhando ao vivo pela Globo News o pronunciamento do presidente Barack Obama, uma coisa me chamou atenção: Uma multidão saiu para as ruas, com bandeiras nas mãos e foram comemorar a morte de seu maior algoz: Osama Bin Laden.

É claro que uma sensação de alívio tomou conta de todos nós naquele momento. Afinal, lembro-me perfeitamente da manhã daquele 11/09/2001, trabalhando no Almoxarifado de uma antiga empresa, quando fomos noticiados pela barbárie cometida ao povo Americano. Nós choramos, lamentamos pelas vidas que se foram, intercedemos pelos familiares e ficamos com sede de justiça. Um crime deste nível não pode ficar impune.

Só que quase 10 anos após tudo isso, algo me veio à mente: Meu Deus estamos mesmo comemorando a morte de alguém?! Logo, pensei: Que pensamento hipócrita, se tivesse algum parente ou amigo morto naquele dia também teria esta mesma sensação de vitória e comemoraria com todas as minhas forças a morte deste infeliz!

Mas, sei lá. Devo mesmo ser um extra-terreste nesta sociedade que vivemos hoje em dia porque eu não consigo aceitar a hipótese que violência deve ser combatida com a violência. E qual o resultado disso? O temor de que seu povo representado pela AlQaeda  se vingue agora dos EUA usando o quê? A violência!

É, vivemos momentos que amor se esfriou realmente e a violência desenfreada virou motivo de comemorações. Por isso Cristo não era desse mundo quando disse para amarmos até mesmo nossos inimigos. Desculpem gente. Prezo pela justiça, choro com os que choram sem hipocrisia, mais não consigo conciliar a idéia de que a violência é a melhor resposta. Talvez eu seja hipócrita, ou quem sabe, um extraterrestre mesmo.

Em Cristo que chama a vida de existência e a morte de vida.

sábado, 30 de abril de 2011

O Valor De Uma Verdadeira Amizade


1ª Timóteo 4:1-13
"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que näo suportaräo a sä doutrina; mas, tendo comichäo nos ouvidos, amontoaräo para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviaräo os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as afliçöes, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. Porque eu já estou sendo oferecido por aspersäo de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e näo somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. Procura vir ter comigo depressa, Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalónica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia. Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério. Também enviei Tíquico a Éfeso. Quando vieres, traze a capa que deixei em Tróade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos."

Lá para meados de 2006, convidado para pregar em um congresso de avivamento de uma determinada igreja evangélica, esbocei um sermão que tinha por tema: "Demas ou Lucas, que tipo de amigos somos de Paulo?


Talvez não fosse o tipo de sermão adequado na concepção daquela liderança naquele evento, já que falar sobre caráter transformado, não gera certos sensacionalismos em um congresso que tinham uma roupagem de “avivamento”. O povo prefere ouvir mensagens sobre vitórias, triunfos, prosperidade e etc.

Sendo que minha intenção naquele momento não era ser um sensacionalista, como costumava ser quando era convidado para pregar em tais congressos. Passava por um momento que as máscaras de falsos irmãos, que insistiam em me chamar de “amigo”, começavam a cair de suas faces de falsas ovelhas, para se revelarem como “inimigos do evangelho”. 

Então, vivendo esse momento de solidão ministerial, resolvi pregar sobre o valor da comunhão e amizade no meio cristão, o que é muito existente na teoria, principalmente em dia de Ceia, mais que na prática, foge totalmente da realidade.

Afinal, que tipo de caráter temos? Com o de Demas ou com o de Lucas?

As poucas informações que temos sobre Demas já podem caracterizar seu caráter. Veja que em Colossenses ele é revelado como alguém íntimo de Paulo. Já na segunda epístola escrita por Paulo ao jovem Timóteo, Demas é revelado como alguém que o abandonara amando o presente século no momento que o grande apóstolo mais solicitava de sua presença ao seu lado.

Demas é do tipo que enquanto você estiver no auge de seu chamado, enfrentando demônios, bestas feras, abismo, náufragos, prisões, açoites, fome, frio, nudez, perigos diversos, e chamá-los de “uma leve e momentânea tribulação”, é importante está ao lado de um homem como esse.

Ora, este homem é aquele que foi ao terceiro céu, e que dizia que todas as tribulações deste tempo presente não podiam ser comparadas com a glória que seria revelada a todos nós. Como ficar longe de um homem desses? Isso não é um homem como nós. Deveria entrar na lista de super-heróis. Portador de uma intimidade com o Criador que nenhum outro teve. Sentia prazer nas fraquezas e nas injúrias por amor de Cristo. Ao lado deste santo apóstolo, estarei bem na fita com Deus.

Só que este homem inabalável e aparentemente indestrutível em relação a sua fé, que declarava ter combatido o bom combate, acabado a carreira, mais que permanecia com sua fé intacta, na continuação de sua epístola no capítulo 4 do versículo 9 em diante, meio que, paradoxalmente, demonstra sintomas de depressão como dores, frustrações, traições, desamparos, e implora para que o jovem Timóteo se apresse, pois, apenas Lucas estava com ele naquele momento de dor.

Lucas dispensa comentários nesse momento. Lucas, o amigo fiel. Mas, e Demas? Ah sim, este quando percebeu a humanidade de Paulo em relação as suas dores, preferiu abandoná-lo. Paulo só é interessante enquanto este for inabalável. Enquanto que um Paulo depressivo é melhor se distanciar dele.

Demas, infeliz, Demas! Como estão cheio destes no que chamamos ironicamente de “família cristã”. Ah Lucas, generoso, Lucas! Na alegria e na tristeza, na fama ou na lama, no pódio ou na lona, com dinheiro ou sem dinheiro, o valor de uma verdadeira amizade ultrapassa o que necessariamente temos mais se fortalece naquilo que verdadeiramente somos.

Sinceramente, será que nossa relação com aqueles que chamamos de “irmãos”, se parecem mais com o caráter de Demas ou de Lucas? Será que nos amamos pelo que temos ou nos amamos pelo que somos?  Pois é, este foi o corpo do meu sermão naquele dia. Que dificuldade temos de sermos como Lucas, mais que facilidade temos em sermos tão parecidos com Demas. Convidei a todos a refletirem sobre isso, e, ainda mais, que muito próximo deles, havia sempre um Paulo precisando de um Lucas ao seu lado.

Hoje, vejo que a presença de Lucas é indispensável. Mais se Timóteo se apressar e trazer ainda João Marcos consigo, será muito melhor. Naquela masmorra gelada, Paulo pediu para trazer a capa que havia deixado na casa de Carpo, pois, somando ao calor humano, será totalmente de grande utilidade. E pediu também para não se esquecer dos livros e principalmente dos pergaminhos para ocupar sua mente e não permitir que o diabo trabalhasse nela.

Assim a gente fica sabendo que o homem que não tinha medo da morte, que não fugia da raia, que encarava tudo e todos, também entravam em depressão. Também ficava tomado pelo tédio. Que precisa de seus livros e pergaminhos para entretenimento mental e não ficar surtado. Que demonstrava tão íntimo do Senhor, precisa radicalmente de amigos.

Sim, amigos leitores. Penso, hoje, que a presença de um Lucas, Timóteo e João Marcos, às vezes, superam toda uma campanha de oração com dezenas de pessoas colocando a mão na sua cabeça apenas para cumprir um ritual que nada difere das rezas dos católicos.

Basta um, bastam dois, bastam três, basta um toque, basta um afago, basta uma capa quente, basta um sorriso, basta uma chegada, basta à lembrança. Não há nenhum segredo, é só encontro, é só trazer, é só a prática, é só vir, é só abraçar, é só dizer: eu to contigo até o fim! Não importa qual seja o fim, eu estou aqui!

Por favor, de todo o meu coração. Palavra de quem foi abandonado por tantos Demas nesta vida. APRENDA a ver a graça de Deus nesses gestos singelos, porque no final de tudo, é isso que vai prevalecer, quando Jesus disser:

“Vinde benditos de meu Pai ... porque Paulo teve fome, e tu lhe deste de comer, Paulo teve sede, e tu lhe deste de beber, Paulo esteve nu, e tu trouxesse a capa de Trôade, Paulo esteve preso, e tu foste visitá-lo, Paulo era estrangeiro em Roma, mas tu não tiveste nenhuma vergonha de dizer: eu estou com ele”

“Por que quem der um copo de água a um desses meus pequeninos irmãos, a mim me dá. Por que quem recebe a mim, recebe a meu pai, e quem recebe aquele me enviou, a mim recebe. E qualquer um que der um copo de água a um desses pequeninos, a mim mo dá. E quem acolhe um profeta como profeta de Deus, esse mesmo receberá galardão de profeta”.

Isso é ser alcançado pela Graça. Esse é o segredo de Cristo quando disse onde estiver dois ou três em seu nome, Ele estaria conosco. Por mais que a Instituição Evangélica esteja se distanciando do verdadeiro significado do Evangelho de Cristo, Deus sempre vai permitir que companhias como a de Lucas, Timóteo e João Marcos estejam contigo valorizando a verdadeira essência da simplicidade de Cristo: AMANDO-NOS UNS AOS OUTROS.

Apenas 3 amigos sinceros, superam uma multidão de religiosos e suas falsas promessas de amor ao próximo. Uma capa que me aqueça no inverno, supera toda campanha e correntes de orações que eu me atrevo a chamá-las de desnecessárias. Prefiro uma excelente leitura bíblica acompanhado de um bom livro que ocupem minha mente naquilo que me dê esperança, do que centenas de mensagens sobre prosperidade, riquezas, e todo sensacionalismo que envolvem tais mensagens.

Enfim, de alguma forma, agradeço por cada Demas que um dia esteve do meu lado, vocês serviram como medidor para que as verdadeiras amizades permanecessem. E a cada Lucas, Timóteo e João Marcos que mesmo sendo a minoria, valorizaram o verdadeiro sentido de amizade, confesso que nossa amizade com a de Deus, seremos sempre a maioria.

Que Deus abençoe a todos (Demas, Lucas, João Marcos e Timóteos da vida).

Em Cristo que permitiu que o joio crescesse junto com o trigo, para que na grande colheita, o trigo fosse recolhido para o seu grande Celeiro.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Não dêem pérolas aos porcos


Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão."
Mateus 7:6

O que Cristo quis dizer em relação a não darmos pérolas aos porcos? "Dar pérolas aos porcos", segundo o wikcionário (dicionário universal de conteúdo livre), significa dar algo de valor a quem não o aprecia ou compreende.

O próprio Mestre alertou os discípulos de que não deveriam insistir com certas pessoas que rejeitam o Evangelho (Mt 10:14-15). Jesus também teve ocasião de condenar alguns grupos inteiros (Mt 15:14; 16:6). Paulo, eventualmente, abandonou seus esforços com grupos que insistiam em rejeitar o Evangelho (At 13:46; 18:6).

Jesus tinha um tratamento diferente quando quem cruzava o seu caminho eram os fariseus e doutores da lei. Com estes, o mestre não pronunciava palavras de amor e perdão, mas, palavras duras de repreensões que se fossem traduzidas para os dias de hoje, certamente os puritanos altamente se escandalizariam. Se bem que, estes puritanos (fariseus) da época, se escandalizaram ao ponto de chamar Jesus de amigo de pecadores e beberrão.

Cheguei a conclusão de que não adianta dar pérolas aos porcos, eles jamais aceitarão. Meu maior erro, foi acreditar que um dia, talvez, eles permitiriam que a palavra da cruz fosse o poder de Deus para suas vidas e contrariei o conselho de Paulo que disse que para estes " é loucura".

Perdi muito tempo com isso, criei traumas que ficarão cicatrizadas pelo resto da minha vida, e até deixei de viver por este tempo apenas vivendo a vida de quem não aceitaria tais pérolas. Hoje, me abstenho apenas de pregar o evangelho com a minha vida e usando ferramentas como esta. Com os fariseus, eu não tenho mais pérolas para oferecerem, e sim, uma dose de repreensões e conselhos de se converterem de fato ao evangelho.

Antes de encerrar este artigo, gostaria de compartilhar uma reflexão sobre a lição da ostra que circula pela web com autoria desconhecida, porém, de conteúdo belíssimo:

"Uma ostra que não foi ferida não produzpérolas."


Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.


Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.


Como isso tem a ver com o evangelho? A maior pérola (riqueza) produzida por Cristo, foi diante de sua maior dor: "A crucificação", que era a forma mais horrível e vergonhosa de humilhação para um homem. Com isso, as maiores pérolas que produzimos com consciência no evangelho, vem em meio as dores, perseguições, injúrias e desafetos.
Nosso maior erro, é oferecer essas pérolas produzidas com dores, aos porcos que jamais se importarão com o que você sofre por amor de Cristo. Que me perdoem as manadas, mais decidi oferecer as mais belas pérolas somente para aqueles que estão dispostos a viverem a Graça com a liberdade que ela nos proporciona.
Se quem anda com porco, farelo come... não tenho aptidão e nem estômago para saborear seus venenos recheados a hipocrisia e pré(conceitos). Faço parte da minoria que alimentam-se diretamente do Pão da Vida sem precisar ir a padaria (Quem lê, entenda). rs.

Em Cristo que não vivendo mais eu, permito que ELE viva em mim.

domingo, 13 de março de 2011

Existe explicação para o sofrimento?


“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos o perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” João 9:1-2

Existe explicação para o sofrimento? Talvez seja essa a indagação de todo ser humano. Freqüentemente, ouço ateus elaborarem perguntas prontas, como: Se Deus é justo, porque existem tantas injustiças no mundo? Se Deus é amor, porque existe tanto ódio entre as suas criaturas? Se Deus é Paz, como explicar tantas guerras? Se Deus prometeu uma vida eterna sem injustiças, ódios e guerras, porque seus filhos passam por tantos sofrimentos?

Aí entram aquelas respostas prontas de todo cristão com suas teologias e bláblás elaborados. A verdade é que muitos cristãos que não conhecem o plano de Deus para humanidade, apenas aquelas informações básica do pacote religioso, no fundo acabam tendo as mesmas indagações dos ateus, eles apenas não confessam diretamente. Em todos estes anos lidando, aconselhando, ensinando, pregando, palestrando a tantos tipos de pessoas diferentes, sei perfeitamente o número expressivo de pessoas que não sabem explicar esta pergunta, e que no fundo, no fundo, também são decepcionadas de certa forma com Deus por não entendê-las. Elas não demonstram isso abertamente, mais seus corações são recheados de decepções e frustrações com Deus.

Como explicar o sofrimento? A única pessoa que um dia passou por esta terra que tinha a resposta para tal pergunta, ignorou a mesma e não deu uma resposta concreta. Sim, eu falo de Cristo. Se o próprio Mestre não teve nenhuma preocupação em explicar tal indagação, o que dizer de nós? Não conheço nenhuma teologia do sofrimento, nem tampouco, doutores e mestres nesta área.

Quando os discípulos estavam na presença daquele cego de nascença do capítulo 9 de João, acredito que existia no coração dos discípulos, a certeza de que Jesus daria a resposta certa para tal questionamento. “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” Ah, se essa pergunta fosse feita para os nossos doutores em teologia, certamente eles rodariam de gênesis a apocalipse e, se preciso fosse, tirariam até do alcorão tal resposta. Mais a resposta de Cristo, foi: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”

Que decepção! Ficaram sem resposta, afinal, como assim ele não pecou, nem seus pais, se todos pecaram e destituídos foram da Glória de Deus? Ora, não era a resposta que se esperava, sabe por quê? Porque de gênesis a apocalipse (nem no alcorão), você vai encontrar o Altíssimo explicar o sofrimento humano. Ele ( sofrimento) apenas existe para que sejam manifestadas as obras de Deus. Não foi o próprio Cristo que disse que quem quisesse ganhar a sua vida deveria perdê-la? Não foi Ele que nos convidou a renunciar a nós mesmos e carregar a nossa cruz? Não foi o próprio que disse que o céu é ganho a força?

Se desejo está aonde Cristo reina, como questionar o caminho que ele nos deixou para percorrer? Ora, a porta é estreita e apertado o caminho. Mais se é por ela que eu desejo entrar, que assim seja. Não tenho que questionar, apenas seguir com minha fé ciente de que as provações desse tempo presente não são para comparar com a glória em que nós há de ser revelada. Isso são palavras de quem esteve lá, viu o que olhos nunca viram, ouviu o que ouvidos nunca ouviram, e nos garantiu que vai valer à pena. Responda-me, ainda vou questionar a Deus o meu sofrimento?

Sabe por que existem tantas pessoas frustradas nesse mundo cristão? Porque estão comprando o peixe errado. Estão vendendo um evangelho que não é o Evangelho de Cristo. Ora, esse Evangelho que por Cristo fora anunciado não se vende. É dado de graça pela Graça. E a partir do momento que vende outro evangelho cercado de prosperidades financeiras, cheio de facilidades para obter vitórias, é que quando as máscaras caem, vêm às decepções e traumas que demorarão a cicatrizarem. E em alguns casos, a culpa recai até sobre Deus, e assim, o ateísmo apenas cresce.

No livro de Jó, temos 38 capítulos com o patriarca repetindo a mesma pergunta: Porque estou sofrendo? Ele não tinha a resposta, seus amigos não tinham a resposta, e sua mulher, tampouco. E quando Deus aparece no capítulo 38, encontramos as respostas? Não! Apenas mais e mais perguntas como forma de respostas. Tudo o que Deus respondeu se resumiu em apenas uma coisa: Não tente entender o que não está limitado ao seu conhecimento.

Jó eu sou de cima, e você, de baixo. Eu sou divino, e você, mortal. A única esperança revelada no livro de Jó foi à de que o Redentor um dia se levantaria sobre a terra. Jesus não trouxe a resposta necessária, mais encheu-nos de alegria e esperança quando nos falou do céu mesmo citando que o mesmo seria conquistado à força. Disse que como ele, teríamos aflições, mais venceríamos como ele venceu. Paulo sofreu as aflições, esteve lá no céu, e garantiu: Vale à pena, as aflições de hoje não se compara com a glória que nos espera lá. O negócio é tão maravilhoso que o mesmo chegou a confessar que sentia prazer nas fraquezas por amor de Cristo, e chamou as chibatadas, açoites, náufragos, bestas feras, abismos, prisões e falsos irmãos de “leve e momentânea tribulação”

Graças a Deus pelos sofrimentos. Mesmo que não entenda porque eu os sofro, sei que tudo isso apenas coopera para o meu bem. Como disse certa vez Charles C. Spurgeon: "Eu não ousaria usar uma coroa de ouro na terra onde o meu Senhor usou uma coroa de espinhos".

 Enquanto muitos lutam para terem a glória de José, eu me sinto honrado em carregar a cruz de Cristo. Sofrer as tribulações que Cristo sofreu, é uma honra para poucos. Ele mesmo disse: "Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês"

Em Cristo que nos deu a honra de sermos participantes de suas aflições e, automaticamente, herdeiros de suas conquistas. 


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu o escolhi ou Ele me escolheu?


Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós (João 15:16)

Essa semana estava refletindo tudo sobre a minha conversão a Cristo. E cheguei à conclusão de que, antes do mundo ter sido criado, eu já era Dele. O texto acima desperta um dos maiores debates teológicos debatido por séculos- A teoria da Predestinação (João Calvino) [versus] A teoria do Livre Arbítrio (Jacob Armínio). Apesar de ter sido doutrinado dentro da teoria Arminiana, hoje, tenho todas minhas convicções a respeito de Soteriologia mais dentro de um contexto Calvinista. Apesar de não concordar em alguns pontos com o Calvinismo.

Bom, não estou aqui para debater teorias. Sou salvo pela Graça por 2 motivos:
Primeiro; Porque Ele me elegeu antes da fundação do mundo;
E, segundo; Porque quando essa Graça me alcançou eu disse SIM para ela sem pestanejar.

O que muitas pessoas desconhecem é que a nossa conversão não teve início no dia em que levantamos as nossas mãos na igreja para aceitarem a Cristo como Senhor e Salvados de nossas vidas, mas sim, muito antes de termos sido gerados dentro do ventre de nossas mães. Ora, se é o próprio Espírito Santo que nos impulsiona a dizermos "ABA PAI", antes dos meus lábios confessarem que Cristo é o Senhor da minha vida, o Espírito Santo já havia se encarregado de fazer morada no meu coração.

Na minha reflexão, estava recordando do meu primeiro contato com Cristo ainda na minha infância e com toda a minha ignorância espiritual a respeito de Deus. Mesmo sem ter sido criado num "berço cristão", a informação que eu tinha a respeito de Deus vinha da Matriarca da família, minha avó materna Raquel que sempre foi e é uma cristã fervorosa até os dias de hoje.

E quando conheci através dela aquele princípio básico de que todos pecaram, e todos estavam destituídos da Glória de Deus, o meu coração em muito se alegrou quando descobri que havia uma esperança para essa sociedade perdida. Sim, digo isso porque eu tinha a concepção que o mundo poderia simplesmente acabar a qualquer momento, bastava apenas uma única ordem divina. Lembro-me como se fosse ontem, lá para os meus 7 a 8 anos de idade, residindo em São João de Meriti, Baixada Fluminense do RJ, quando na sala da casa onde morava, dobrei meus joelhos e ali fiz uma oração dizendo que aceitava Cristo como Salvador da minha vida. Aquilo me trouxe uma paz de espírito muito grande, se é que com os meus 7 ou 8 anos de idade, eu pudesse mesmo entender o que era essa certa paz.

O interessante é que tudo isso teve início dentro do meu interior, sem nunca ter freqüentado uma igreja evangélica e ter sido discipulado por alguém. Bastou apenas conhecer o plano da Rendenção pela minha avó Raquel que logo tive meu primeiro encontro com Cristo. O Segundo contato com o Senhor foi quando estava na casa de minha tia Rosane em Belford Roxo (RJ), e lá estava uma irmã da Ass. de Deus daquelas bem avivadas, e ao orar por mim, revelou para minha mãe e minha tia que eu era um escolhido de Deus. Tudo isso ainda na minha infância e sem freqüentar qualquer denominação evangélica já que católico particularmente eu nunca havia sido.

Carreguei essas palavras de ser um escolhido por Deus por toda minha adolescência. Sendo um adolescente carioca na década de 90, logo passei a conhecer as bebidas, Bailes Funks, cigarros, drogas (apesar de ter fumado maconha umas 2 vezes só na minha vida e ter odiado desde sempre). Foi quando no auge dos meus 16 anos, veio o meu terceiro e quarto encontro com Cristo que então mudou a minha vida por inteiro.

O terceiro, foi dentro do extinto Belford Roxo Tennis Clube num baile funk da Furacão 2000 no ano de 1997, quando de dentro do baile, ao som da Furacão 2000 gigante e seus 50 mil watts de potência na época, eu tive um novo encontro com Deus. Uma voz que dentro do meu coração era maior que aqueles 50 mil watts, me dizendo que Ele, o Senhor, havia um plano na minha vida e que muitos daqueles jovens conheceriam a Cristo através de mim.

O quarto veio de dentro do meu quarto, após ler todo o livro de Gênesis (depois da experiência no baile não hesitei em logo conseguir uma bíblia e saber das informações a respeito de Jesus), e ao ler sobre a passagem do conserto que Deus fizera com Noé, foi o auge da minha alegria e esperança em Deus. Digo isso pelo fato de que na minha ignorância bíblica e espiritual, eu tinha a concepção de que existiam tantas injustiças e maldades no mundo, que não ia demorar muito tempo para Deus acabar logo com tudo como fez na época de Noé. Então quando eu li de que Deus jamais exterminaria a humanidade daquela forma, veio uma alegria muito grande, pois, ali, vi que existia uma esperança para essa humanidade decaída.

Lembro que saí de dentro do meu lar e fui dá um passeio pela rua, nessa época não morava mais em São João de Meriti, e de repente, ao avistar o céu, vi como um arco íris bem diferente dos que já tinha visto, até porque aquele arco vinha como do céu para terra e nem sequer havia chovido naquele dia. Logo entendi que o mesmo conserto que Deus fez com Noé de que daria uma nova chance para humanidade, ele estava também estava fazendo assim comigo ao colocar aquele arco íris no céu.

Ali, eu percebi que não tinha para onde correr. Deus tinha um plano na minha vida e não podia fugir disso. Logo, fui aconselhado pela minha irmã Silvia que já era evangélica na época a procurar uma igreja evangélica, e a mais próxima, era uma Ass. de Deus de costumes Tradicionalíssimos e bem Pentecostal. Era a mais próxima que eu conhecia, ficava ao lado da minha casa e ali começou todo o meu calvário dentro da religiosidade, alienações e manipulações. Imagine um jovem de apenas 16 anos sendo doutrinado dentro de uma igreja recheada de costumes mais parecidos com o regime Islâmico?

Confesso que mesmo com toda essa religiosidade e costumes desnecessários, eu sentia a presença de Cristo ali dentro. Sentia pelo fato de ter sido chamado por Ele ainda na minha infância, quando, na verdade, eu fui chamado por Ele antes do ventre de minha mãe. Hoje eu chego à conclusão que todos os meus encontros com Cristo foi independente de denominação e religião. Antes de eu sonhar em ter o aceitado como Senhor da minha vida, Ele já havia me aceitado. Afinal, qual é o único motivo da minha existência senão for para Adorá-lo? E desde quando a adoração tem local e horário apropriado, se os verdadeiros adoradores O adoram em espírito em verdade?

Porque insistimos em fazer de nossas Samaria e Jerusalém o local único para adoração? Deus é Espírito e espírito não possui morada certa. A não ser o seu coração e onde ele estiver.
Talvez você me pergunte: Mais a igreja não foi necessária para o seu crescimento espiritual? Sim, claro que foi. Eu louvo a Deus por dia ter entrado e conhecido tudo o que acontece por dentro e por fora da igreja evangélica. O problema é que me venderam o peixe errado. Disseram que a igreja era o essencial, quando, na verdade, é apenas necessário. O essencial é Jesus, e eu fui apresentado a Ele antes de um dia ter sonhado entrar por uma denominação evangélica.

Meu amigo (a), com toda sinceridade do meu coração. Eu não quero, nem é essa minha vontade, fazer apologia contra as instituições. Digo e repito, podemos sim ser a Igreja de Cristo mesmo dentro da igreja (instituição). Mais enquanto existir pessoas alienadas pela religião, este continuará sendo um câncer em todo mundo.
Que Deus levante nessa última geração os verdadeiros adoradores que não precisem apenas está dentro de uma igreja para Adorá-lo, mas sim, que sua adoração seja uma constância em sua vida, dia a dia, 25 horas se necessário.

Não foi você que o Escolheu, foi que ELE que te amou primeiro. Antes de o mundo ser mundo, o Cordeiro de Deus já havia sido imolado só por lhe amar demais. Antes de Deus dizer "haja luz" já existia uma cruz no coração de Deus para lhe dar vida e vida com abundância. Então, no nome de Jesus, desfrute disso hoje. Não faça da sua denominação, uma Meca ou mesquita evangélica, você é o Templo de Deus, você é habitação do Altíssimo e aquele templo lá aonde você freqüenta só tem valor enquanto você e os demais sendo a igreja de Cristo estiverem por lá. Somos a Luz de Cristo, mais o que chamamos de igreja evangélica, há séculos, vem vivendo sobre a obscuridade religiosa. Atualmente, temos apenas um grupo remanescente de vagalumes que vem brilhando em meio a essas trevas. O dia que esses vagalumes saírem de dentro das denominações, as instituições cairão na obscuridade profunda que por séculos a vem acompanhando. São exatamente esses pequenos vagalumes que, muitas vezes, são aqueles que sentam no último banco do Templo e são considerados os anônimos dentro da denominação, que mantém ainda essa Luz acesa.

Hoje eu vivo e respiro pelo simples fato de que ELE me escolheu. E ainda que o mundo desabe e que a apostasia role solta, eu não me vendo e não me venderei. Eu sei em quem tenho crido, e Este, é fiel e justo para dar continuidade à boa obra que Ele começou em minha vida.
Um grande abraço em vosso coração.

Em Cristo que em João 17:9, orou ao Pai, dizendo: "Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas aqueles que me deste, para que seja um, porque são teus.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Entende tu o que lês?

Atos 8: 30
"E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês?"

Gente boa, em primeiro lugar, desejo a todos um feliz 2011 regado a muita paz, saúde e liberdade no Espírito. Aqui estou eu, postando meu primeiro artigo de 2011, vindo logo com uma bomba para desmistificar todo falso ensino do sistema religioso em relação a compreensão das Escrituras.

Ora, a Bíblia é um livro que dá margens para muitas teorias, basta ver a quantidade de interpretações e teorias em relação a compreensão das Escrituras. Afinal, aonde reside a dificuldade em compreender de fato o que a Bíblia ensina?

A pergunta de Filipe ao Eunuco ainda está a ecoar por essa geração: Entende tu o que lês?
Logo vem a resposta do eunuco: Como poderei entender, se alguém não me ensinar?
Eu ainda acrescento fazendo a seguinte pergunta: Eu como saberemos se não estão nos ensinando corretamente?

Alguns não entendem o que lêem, outros, entendem de uma forma errada porque lhe ensinaram assim. É teologia ao meu bel-prazer, o que for importante para meu rebanho, é Bíblia. O que não for, é heresia.

Afinal, como saberemos se estamos entendendo corretamente as Escrituras? E como posso ter certeza que não estou aqui apenas apresentando mais uma teoria com tantas outras existentes? A resposta é muito simples, tão simples como a simplicidade dos Evangelhos ensinado por Jesus Cristo.

A resposta inicia-se antes da criação. Segundo 1ª Pedro 1:17-20, o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo. Antes de haver luz, já existia a cruz.

"Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram,mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós."

Ou seja, tudo relacionado a criação e a existência, passa por Cristo. O segundo ponto principal para compreensão das Escrituras, vem do verbo que se fez carne, registrado no Evangelho de João cap. 1 em diante:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez."
                                                                                                                                         Resumidamente, Jesus é a Palavra que se encarnou, tomou forma, nome e viveu entre nós. Sendo ele (A PALAVRA ENCARNADA), encontramos então a unica CHAVE hermenêutica para a interpretação e compreensão das Escrituras. A Bíblia que temos em mãos, ainda que, tenha passado por tantas traduções, e prejudicado todo seu contexto original, ela não passa de uma coletânea de livros. Cristo é as Escrituras, Cristo é a Palavra. Então chego a conclusão que, tudo relacionado as escrituras devem ser interpretados ao ponto de vista do Mestre. Simples assim! Ou não pareceu simples?                                                                                                                                      

  
Ainda que, seja polêmico para muitos teólogos, mais ao meu ver, muito simples, partindo por este pressuposto, eu não preciso da teologia sistemática para compreender as Escrituras. A teologia sistemática faz toda uma viagem pelo grego para entender algo que as vezes é tão simples. Ora, se o próprio Paulo diz em 1ª Coríntios 1:22-23, que a palavra da cruz é escândalo para os gregos, como posso viajar em todas as raízes gregas para compreensão da palavra que segundo Paulo causa escândalo para os mesmos? Se Jesus é a unica chave para compreensão, logo não preciso de tantas teologias sistemáticas.


João 5:39 "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são ELAS mesmas que testificam de mim."


É simples, nossas tradições e teologias que complicaram. E por conta disso, hoje o Brasil é cenário de tantas aberrações teológicas e dogmáticas pelo simples fato de alguém lá atrás não ter interpretado as Escrituras corretamente.













Jesus disse para não sermos hipócritas, mais insistimos na hipocrisia religiosa. Jesus disse para priorizarmos o Reino de Deus e sua justiça, mais insistimos em priorizar as demais coisas. Jesus disse para amar os nossos inimigos, mais insistimos em travar guerras contra eles sobre trilha sonora em minha vitória tem sabor de mel. Jesus disse para tomarmos sobre nós o seu jugo, porque o mesmo é suave e o seu fardo é leve, mais insistimos em viver sobre nós um jugo pesado com tantos costumes e tradições. Jesus nos revelou a Graça para ser alcançados por ela, mais insistimos em vivermos aprisionados pela algemas da lei. Jesus morreu na cruz para que a palavra da mesma fosse loucura para os que perecem, mais para nós, o poder de Deus, mais insistimos em negá-la com tantas teorias, dogmas, manipulações, barganhas e sensacionalismos.



Enfim, se Jesus não for a unica chave hermenêutica para compreensão das escrituras, e ainda que seja toda nossa compreensão, se não fizermos com que o Verbo se encarne na nossa existência, chegaremos a conclusão de que, verdadeiramente, não entendemos o que lemos. Ou entendendo, não vivemos o que entendemos. O Mestre disse: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também." João 13:15

E você, entende o que lês?
Em Cristo que, nesses últimos dias, está convocando uma multidão de Bereanos para examinarem a luz das escrituras, tudo que está sendo pregado em cima dos púlpitos.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Restrospectiva 2010


Confesso que se eu for analisar todo este meu ano de 2010, dentro de um contexto geral, chegarei à conclusão de que ele não fora tão bom.

Logo no início, ainda estava sendo alvejado por calúnias e difamações pelo meio religioso, preço pelo qual eu pago até hoje pelo simples fato de ter abandonado toda essa mediocridade religiosa e de não ter me calado mediante ao fato de terem feito da Noiva de Cristo, o mais parecido com uma prostituta ao pior estágio de prosmicuidade possível.

Depois vieram as decepções seguidas de traumas. Ainda que me sentisse vacinado contra qualquer tipo de trauma religioso, percebi o tamanho da minha ingenuidade em acreditar que era possível consertar o inconsertável. 

Cheguei à conclusão que, por mais que você se dedique em ministrar e ensinar o Evangelho Puro e Simples de Jesus Cristo, sem apelar para qualquer tipo de manipulação, barganha ou sensacionalismo, ainda assim, existirão aqueles que jamais permitirão que a religiosidade saia de suas vidas.

Me fez refletir na “dificuldade” de Deus em lidar com o povo de Israel no deserto. Pois, tirar aquele povo de dentro do Egito operando sinais e maravilhas como abrir o Mar Vermelho para o povo passar em terra seca, foi facílimo. Difícil, foi tirar o Egito de dentro do coração daquele povo num período de 40 anos. E, ainda assim, teve quem morresse com o Egito arraigado dentro de seus corações.

Nesse ano de 2010 aprendi que o mais difícil, não é tirar o povo de dentro da religiosidade, mas sim, de tirar a religião de dentro de seus corações. E por mais que você pregue, ensine a simplicidade dos Evangelhos, há quem prefira morrer com os dois pés arraigados dentro da religião, do que desfrutar da liberdade para que Cristo nos chamou.

Entendi perfeitamente o que é “dar pérolas aos porcos”. Quem nasceu para viver na lama e comer lavagem, não adianta oferecer o melhor e mais prazeroso alimento, pois ao ingeri-lo, o gosto sempre será de algo insípido. Com essa ingenuidade em tentar consertar o que é inconsertável, veio às decepções, e com as decepções, veio o trauma ao ponto de contrair uma segunda uveíte hiper-tensiva. (A primeira veio em 2008, ano que eu chutei o balde da religião e fui alcançado pela Graça, e com isso veio às ameaças religiosas, calúnias e difamações).

Só que esta segunda, veio pior que a primeira ao ponto correr o risco de ficar cego de uma vista. Foi um momento de apagão. O céu permaneceu em silêncio. Só que dessa vez, eu não era mais um ex manipulado pela religião, agora, eu era alguém que colocara a disposição de Deus para apenas pregar o Evangelho. E o que resultou? Em mais um trauma por confiar nas pessoas erradas. Foi um momento difícil e cruel, quando por fim, assim como fizeste com Jó, Deus me respondeu dentro de uma simplicidade tão grande que eu jamais imaginara que Ele pudesse se manifestar daquela maneira.

Fui curado e sem seqüelas como da primeira vez. Passei a me amar em primeiro lugar, antes de amar qualquer outra pessoa. Decidi não mais dar pérolas aos porcos, e nem a viver como uma espécie de Magayver protestante, pois eu sou apenas um ser humano mortal que também entra em depressões. Estou deixando com que os mortos enterrem seus próprios mortos, e apenas oferecendo vida, para quem tem o prazer de viver em abundância, como Cristo nos prometeu em João 10:10. Se antes procurava a Deus na imensidão de um oceano, hoje, eu o encontro na simplicidade de uma gota vinda de uma simples garoa.

E assim, finalizo esse meu ano de 2010 vivendo meu melhor particular com Deus. Deixando as coisas que para trás ficam, e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, crendo que ano de 2011, será o ano de desfrutar da essência da liberdade para qual Cristo me chamou.

Enfim, desejo a todos que seguem direta ou indiretamente este blog. A você que passou por aqui uma única vez, ou a você que anonimamente é um leito assíduo - que o ano de 2011 seja o ano do particular com Deus na sua vida. Que você enxergue o amor do Mestre, sem o olhar da religião, do pacote religioso, mas que você caminhe os passos de Jesus com suas próprias pernas.

Em 2011, estarei aqui firme e forte postando mensagens sobre a graça de Deus, lutando contra essa corja de mercadores da fé que apenas agridem o Evangelho de Cristo, e também postando meus desabafos. Acredito que com uma melhor freqüência que este ano turbulento de 2010.

Feliz Ano Novo, Feliz 2011!!
Em Cristo que para o bem daqueles que amam a Deus, faz com que todas as coisas, até mesmo as mais dolorosas decepções, contribuam para o nosso bem, pelo simples fato de nos amar demais.